Tragédia na serra completa 7 anos

EDITORIAL TERÊ TOTAL

Teresópolis,11 de janeiro de 2018. Uma das piores tragédias naturais ocorridas na serra carioca na madrugada de 12 de janeiro de 2011,que atingiram as principais cidades serranas do rio,  ainda é lembrada por obras inacabadas,imóveis não demolidos, falta de indenizações e acordo, descaso, abandono dos locais, falta de manutenção dos rios e muito mais.

“Diversas promessas e prazos não foram cumpridos pelo órgão ambiental e obras abandonados,cheias de falhas e matos aguardam conclusão até o momento. Segundo, Benedito Lopes de Carvalho,presidente da associação de moradores da Posse em Teresópolis, a população está desacreditada e ninguém aguenta esperar a boa vontade dos governantes terminando as obras. “


Sete anos após a tragédia na Região Serrana do Rio, que matou 918 pessoas, deixou 30 mil desalojados e cerca de 99 desaparecidos, as cidades ainda esperam por licitações de R$ 402,5 milhões para 2018. De acordo com dados do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), R$ 400 milhões já foram investidos em obras emergenciais de recuperação ambiental em Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo desde 2011.

No caso de Teresópolis RJ

Número de mortos

Apesar de relatos de moradores da localidade do Campo Grande na Posse em Teresópolis RJ que foram quase mil na localidade; o maior número de mortos na tragédia de 2011 foi registrado em Nova Friburgo, 429. Em Teresópolis, foram 392 óbitos e em Petrópolis, 71. Em Sumidouro, 22 pessoas morreram. Duas mortes foram registradas em São José do Vale do Rio Preto e outras duas em Bom Jardim.

Segundo o Ministério Público, o maior número de desaparecidos foi registrado em Teresópolis (74), seguido por 14 em Petrópolis e 11 em Nova Friburgo.

Previsão do Inea para 2018

Teresópolis

  • Substituição de uma travessia no Rio Imbuí (principal acesso ao bairro Caleme) – R$ 2,5 milhões
  • Implantação de estrutura para amortecimento de cheias no Rio Príncipe – R$ 30 milhões
  • Implantação de estrutura para contenção de sólidos (4 barreiras flexíveis) no Rio Príncipe – R$ 6 milhões

Fotos: Louis Capelle

Dados / Fonte:G1

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