‘Cultura de Raiz’: evento de música popular volta com força total

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‘Cultura de Raiz’: evento de música popular que movimenta a Casa de Cultura volta com força total

Teresópolis, 6 de fevereiro de 2017 – Foram quase três horas de apresentações e 16 atrações dos mais variados ritmos, com destaque para o forró e a música sertaneja. Depois de uma parada para férias, o ‘Encontro de Cultura de Raiz’ voltou com força total na manhã deste domingo, 5 de fevereiro, na Casa de Cultura Adolpho Bloch. Música da mais pura raiz popular teresopolitana e brasileira, com modas de viola, canto caipira, música romântica, instrumental e muito mais são as marcas registradas do projeto da Secretaria de Cultura, que entra em seu nono ano de sucesso.

A apresentação foi da atriz e conselheira estadual de Cultura, Nara Zeitune, com produção de Eliana Resende, apoio técnico de Iremilton Silva Souza e apoio gastronômico do supermercado Multi Market.  O secretário de Cultura, Márcio de Paula, a subsecretária Cléo Jordão e a diretora da Casa de Cultura, Geórgia Jahara, acompanharam as apresentações. 

O ‘Cultura de Raiz’ já começou com o pé direito: Geraldo Rezende, o primeiro a se apresentar, tocou ao violão e cantou a bela ‘Tocando em Frente’, de Almir Sater e Renato Teixeira, emendando com a versão brasileira (de José Fortuna) da paraguaia “Índia”, letra de Manuel Ortiz Guerrero e música de José Assunción Flores.

Em seguida, vieram Paulo Medeiros e Ivanil Rezende, que abriu com a engajada ‘Pra Não Dizer Que Não Falei de Flores (Caminhando)’, de Geraldo Vandré. A quarta apresentação foi do veterano Timbira, acompanhado de uma trupe que incluía Edson Firmino, Zé Futrica, Tião do Triângulo e Julicão. No repertório, a divertida ‘Pára Pedro!’, de Gaúcho da Fronteira. Sempre gaiato e à vontade, Zé Futrica aproveitou o final da apresentação da turma para contar um dos muitos “causos” engraçados que conhece.

Teve até gringo americano no palco! 

O falecido Jair Rodrigues foi lembrado por Moacir Rosa, que tocou e cantou sua composição ‘A Majestade, o Sabiá’; seguido por Geremias Cruz e Maria José, com uma canção de autoria dela. Geremias, que é professor de música, prosseguiu no palco para acompanhar o oboísta americano Herald Emert, que já tocou na Sinfônica de Berlim, acompanhou Chico Buarque e é professor da Escola de Música Villa-Lobos, no Rio (que terá, a partir de março, um pólo em Teresópolis). A dupla tocou dois chorinhos antigos, com destaque para ‘Tico-Tico no Fubá’, de Zequinha de Abreu.

Uma das mais antigas participantes do evento e das mais cultuadas, a cantora, violonista e repentista Wanda Pinheiro, acompanhada de Daniel Vieira no acordeão, fez o sucesso de sempre, com destaque para sua performance de ‘Beijinho Doce’, de João Alves dos Santos, o popular Nhô Pai (1912-1988). Edson Rosa sucedeu Wanda com outra turma numerosa e, acompanhado por zabumba, triângulo, pandeiro, violão, etc., fez o ‘Pedido de Um Pai’, de José Teixeira. Já Amado Rodrigues preferiu vir de ‘O Avião’, de sua autoria.

Mais uma trupe subiu ao palco: sob o comando de Raul de Oliveira, Zé da Pipoca, Julicão, Zé Lopes e companhia sapecaram ‘Me Bate, Meu Bem!’ e ‘O Bode Verde’. Depois disso, segurar a animação era trabalho para a turma de Félix do Forró, com Genaro, Tião do Triângulo e companhia interpretando as divertidas ‘O Sofrimento do Jumento’ e o baião ‘Vou Beber Até Cair’, ambas de autoria de Félix.

O evento foi tão diversificado que houve até uma reestreia: depois de muito tempo, Zezinho do Salaquinho se apresentou pela segunda vez no palco da Casa de Cultura, com sua ‘Armei a Arapuca’. Já passava do meio-dia quando Daniel Vieira, Zé Lopes e Genaro tocaram e cantaram, entre outras, a divertida ‘Mulher Chorona’. O gran finale do primeiro ‘Cultura de Raiz’ de 2017 foi com Roberto Müller, Zé Luís e Genaro interpretando sambas antigos. Foi dada a partida para o novo ano.

Texto: Ney Reis/Secretaria de Cultura

Fotos: AscomPMT

Fonte: Assessoria de Comunicação de Teresópolis

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