Governo do Rio negocia com consórcio para assumir hospitais de campanha

GOVERNO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

Rio de Janeiro, 29 de maio de 2020

Núcleo de Imprensa

GABINETE DE CRISE PARA ENFRENTAMENTO DO CORONAVÍRUS

Governo do Rio negocia com consórcio para assumir hospitais de campanha

Após conclusão das obras, com supervisão da Secretaria de Infraestrutura e Obras, gestão será transferida do Iabas para grupo de empresários do setor

O Governo do Estado do Rio de Janeiro está negociando com um consórcio privado para assumir a gestão dos hospitais de campanha para o tratamento de pacientes graves da Covid-19, após o atraso na entrega pela organização social Iabas.

O tema foi discutido nesta sexta-feira (29/05), em reunião do governador Wilson Witzel com representantes do Iabas; os secretários estaduais de Saúde, Fernando Ferry, e de Infraestrutura e Obras, Bruno Kazuhiro; e representantes da Associação de Hospitais do Estado do Rio de Janeiro e do Sindicato dos Hospitais do Rio.

Na próxima segunda-feira (1/6), haverá nova reunião, desta vez com a participação do procurador-geral do Estado (PGE-RJ), Marcelo Lopes, para traçar o melhor caminho jurídico da transferência das operações para um grupo de empresários do setor.

– Chamamos o Iabas para que eles cedam as unidades a um grupo de empresários, e possamos dar continuidade às operações. É mais eficiente colocar cada hospital sob responsabilidade de um grupo empresarial, porque são pessoas experientes em gestão hospitalar, são empresários do ramo – disse o secretário de Estado de Saúde, Fernando Ferry.

Uma das possibilidades em estudo é de que o Iabas fique apenas com a gestão do Hospital do Maracanã, com 400 leitos, inaugurado no dia 9 de maio. A organização social Iabas, no entanto, precisará concluir as obras dos seis hospitais restantes, com supervisão direta da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Obras, que acompanhará o cumprimento dos cronogramas. 

– Estamos à disposição para supervisionar as obras, seja qual for a alternativa escolhida daqui para a frente. Para isso, precisamos do projeto executivo de cada hospital e de outras documentações que já requisitamos com urgência ao Iabas – afirmou o secretário de Infraestrutura e Obras, Bruno Kazuhiro.

Se houver acordo, o consórcio privado de hospitais ficará encarregado de contratar os profissionais de saúde para a gestão e fazer o atendimento aos pacientes, obedecendo aos valores de tabela já em vigor com o Iabas.

– A proposta é formar um consórcio para assumir a gestão dos hospitais para o Estado, sem assumir obra física e investimentos. Trata-se de uma proposta de ajudar ao Estado e participar de uma solução para os hospitais de campanha. O foco do governador é resolver o mais rapidamente possível o atendimento à população – explicou Marcus Camargo Quintella, vice-presidente da Associação de Hospitais do Estado do Rio, que estava acompanhado de Guilherme Jaccoud, diretor do Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado do Rio.

Com a inauguração dos hospitais de campanha de São Gonçalo, Nova Iguaçu, Duque de Caxias, Nova Friburgo, Campos e Casimiro de Abreu, o Estado do Rio de Janeiro terá mais 1,3 mil leitos para o atendimento a pacientes de Covid-19.

Fonte: Núcleo de Imprensa do Governo do Estado do Rio de Janeiro