HCTCO capacita equipes para atendimento aos casos suspeitos de coronavírus

HCTCO capacita equipes para atendimento aos casos suspeitos de coronavírus

O Hospital das Clínicas de Teresópolis Costantino Ottaviano (HCTCO) está, desde o dia 28 de fevereiro, capacitando as suas equipes multidisciplinares com orientações no atendimento aos casos suspeitos pelo coronavírus COVID -19. As capacitações seguem o protocolo do Ministério da Saúde e acontecerão até o dia 5 de março com objetivo de alcançar todos os plantões.

Os participantes recebem instruções sobre como identificar casos suspeitos que cheguem ao hospital, bem como condutas para o isolamento hospitalar e domiciliar, notificação compulsória e coleta de material para análise em laboratório. Com o objetivo de minimizar uma possível contaminação na sala de espera, foi afixado na recepção do hospital um cartaz orientando o paciente a pegar a máscara cirúrgica disponível na unidade quando: estiver com algum sintoma respiratório, ter feito viagem internacional nos últimos 14 dias, ter algum sintoma respiratório e contato com algum caso suspeito nos últimos 14 dias, ter sintoma respiratório e contato com algum caso confirmado de COVID-19 nos últimos 14 dias.

O paciente será encaminhado para a classificação de risco, e a equipe médica irá avaliar se ele se enquadra nos critérios de paciente suspeito. Caso se enquadre, será encaminhado para a sala de isolamento para os primeiros procedimentos. “Precisamos replicar o conhecimento e seguir com protocolos institucionais elaborados com base nas orientações do Ministério da Saúde. Não podemos nos descuidar desta situação, mas também temos que ter o cuidado para não gerar pânico na população”, informou Juliana Kisling Ventin, chefe do Núcleo de Vigilância Hospitalar do HCTCO.

A Dra. Júlia Mendes, diretora Assistencial do HCTCO, destaca que não há motivo para desespero e que o hospital é um ambiente seguro. “O Protocolo Clínico que adotamos faz com que o HCTCO seja um ambiente seguro. Os pacientes podem fazer suas consultas e cirurgias tranquilamente”, explicou.

Baixa letalidade

A infectologista e professora Dra. Denise Marangoni conta que este é o sétimo coronavírus que se apresenta trazendo a doença. Outros dois coronavírus que apareceram foram mais importantes e causaram maior letalidade do que o atual. Os últimos dados apontam que a taxa de letalidade do COVID -19 atualmente está em 3,4%, afetando, principalmente, idosos, pessoas debilitadas e/ou com doenças pré-existentes.

“Este coronavírus se dissemina mais rápido do que os outros. Ele é transmitido não só pelas gotículas da saliva, mas também por contato. Por isso é que está havendo tanta mobilização, porém, não há motivo para pânico”, destaca Dra. Denise. Ela explica que os sintomas do COVID-19 são os mesmos de uma gripe: febre, tosse e dor de garganta e, nos casos mais graves há falta de ar, desconforto respiratório e pneumonia.

Em relação à precaução, a infectologista destaca a higienização periódica das mãos e, principalmente, o uso de álcool gel 70%. “É importante evitar muito contato, dar as mãos, abraços e beijos. Se o fizer, usar sempre o álcool em gel”, disse. Dra. Denise também conta que não há motivo para a população comprar máscaras cirúrgicas. “Só o paciente suspeito ou confirmado deve usar a máscara para conter a propagação do vírus. A corrida pela compra de máscaras, sem necessidade, pode acarretar, inclusive, em falta de insumos para as pessoas que realmente precisam”, destacou.

Fonte: Unifeso Jornalismo