Posse- “Da Tragédia de 2011 ao descaso em Teresópolis”

Posse- “Da Tragédia de 2011 ao descaso em Teresópolis”

Teresópolis, 03 de setembro de 2019. Moradores do bairro da Posse, em Teresópolis RJ, vivem num bairro fantasma, que passou umas das piores tragédias climáticas dos últimos anos na madrugada de 12 de janeiro de 2011. Casas, vidas, famílias, mudaram naquela tragédia. Foi uma comoção total, porém o tempo não apaga da memória quem vivenciou aquilo. Foram perdas, traumas e uma chuva de promessas e projetos que agonizam ou se quer saíram do papél.

A população aguardou anos para limpeza e construção de um bairro digno, o que oito anos depois, ainda tentam se reerguer e melhorar esse cenário de guerra. Verbas desviadas, falta de fiscalização e um poder público há passos de tartaruga deixam moradores da área afetada como outras próximas na região serrana do Rio, indignados.

O Terê Total e a AMAPOSSE foram procurados por moradores para relatar os problemas vividos que afetaram a comunidade. São vidas que estam em risco e em vulnerabilidade pela ineficiência dos órgãos públicos e fiscalização. E daí, só quem passa ou vivenciou uma tragédia pode dizer, quem perdeu seu filho, pai, mãe ,irmão, neto ou amigo…. …

EDITORIAL TERÊ TOTAL: Os moradores da Posse precisam de mais atenção, respeito e carinho. Os órgãos Públicos precisam funcionar em comum acordo  para a melhoria da qualidade de vida de todos. A demora em ações efetivas criam a insegurança, descrédito e uma terra sem lei onde o errado está certo e os de bem sentem acuados ou intimidados em querer o “correto”. Cadê as obras prometidas? Cadê as fiscalizações? Liberdade de imprensa já! Triste ter que acontecer novas tragédias para que “alguns” se enriqueçam através de vida dos inocentes e inválidos!

Sempre com a aproximação do período de chuvas a cobrança aumenta. Entre as principais demandas aguardadas e prometidas para a localidade:

  • Manutenção e limpeza da Estrada Principal dos bairros (Cascata do Imbuí, Granja Florestal, Salaco, Côrrego do Príncipe , Posse e outros)
  • Um Parque Fluvial na área (Com praça, lazer, dentre outros..);
  • Limpeza e manutenção do Rio Príncipe (Visto que áreas estam em colapso);
  • Demolição de imóveis em ruínas já pagos;
  • Pagamentos e indenizações faltantes;
  • Creche Gente Pequena no Campo Grande;
  • Obras para controle de Inundação e Recuperação Ambiental no município de Teresópolis RJ, realizada na localidade do Campo Grande na Posse;
  • Urbanização da área como o “Asfalto na Porta” prometidos pelo Governo do estado do Rio;
  • Fiscalização do poder público em áreas delimitadas pelo estado DRM (Departamento de Recursos Minerais) que não podem ter moradias;
  • Invasões ou construções irregulares próximas ao Rio Príncipe (Antônio José);
  • Animais soltos nas ruas;
  • Falta de iluminação pública em determinados pontos do bairro;

Segundo o gerente de obras do Instituto Estadual do Ambiente (INEA) , André Moreira, saiu uma licitação para limpeza do Rio mais não têm prazo para começar.(Em Anexo) Já os trechos com problemas e em colapso aguardam soluções do INEA (novas licitações).

Segundo o INEA, as demolições dos imóveis na Ponte do Imbuí já estam em fase final para a construções das pontes novas para acesso aos bairros da Posse, Granja Florestal, Caleme, Parque do Imbuí e outros. Dinheiro este já liberado pela Caixa Econômica Federal. Já a demolição do prédio em ruínas na entrada da Estrada Clube do Lago já foi acertado com a proprietária e aguarda licença e verba para demolição. As obras para controle de Inundação e Recuperação Ambiental realizada na localidade do Campo Grande na Posse já foram concluídas.

Segundo o Ouvidor do Município, Leonardo Manso, que esteve ouvindo as demandas da AMAPOSSE e lógico dos moradores comentou que ações estam  sendo executadas para manutenção da iluminação pública. Já a falta de baixa em alguns trechos da área , aguardam projeto encaminhado à ENEL para a instalação. A Prefeitura de Teresópolis criou um E-Ouve que qualquer cidadão pode solicitar a ouvidoria. O Prefeito Vinícius Claussen esteve em reuniões junto ao Governador do Rio, Wilson Witzel, para atendimento das solicitações.

 A AMAPOSSE esteve mais uma vez, em janeiro de 2019, na superintência do INEA (Instituto Estadual do Ambiente), no Centro do Rio de Janeiro, aguardando as soluções para área afetada pelas chuvas de janeiro de 2011, bem como limpeza e manutenção da área.

Segurança e manutenção da Represa seca,ou seja, Obras para controle de Inundação e Recuperação Ambiental no município de Teresópolis RJ, realizada na localidade do Campo Grande na Posse. Segundo relatos; as peças na área são vulneráveis e e que qualquer pessoa têm acesso aos parafusos que destarraxam na mão. “Qualquer pessoa pode mexer ou os pinos podem ser furtados. Comenta Catarino. Ainda não tivemos chuvas fortes na área e a pergunta realizada é a limpeza, visto que, nem os rios são limpos pelo órgão ambiental;. Quem fará a manutenção dessas represas secas?  Uma obra que custou aos cofres públicos o montante de R$4.470,532,99”.

Texto e fotos: Louis Capelle